Historial de Peregrinações

Desde um passado recente me iniciei nas Peregrinações:

20031ª Peregrinação  a Santiago –  Tuy a Santiago (Caminho Português de Santiago);

2004 Peregrinação a Santiago – Valença a Santiago ( Caminho Português de Santiago);

2005Peregrinação a Santiago – Valença a Santiago (Caminho Português de Santiago);

2006 Peregrinação a Fátima – Póvoa de Penafirme a Fátima;

2007 Peregrinação a Fátima – Póvoa de Penafirme a Fátima;

2008Peregrinação a Fátima – Póvoa de Penafirme a Fátima;

2009 Peregrinação a Fátima – Póvoa de Penafirme a Fátima;

2010 Peregrinação a Santiago – Porto a Santiago (Caminho Primitivo Português);

2011Peregrinação a Santiago – Viana do Castelo a Santiago (Caminho da Costa Português);

2012Peregrinação a Fátima – Merceana a Fátima (Caminhos do Tejo);

2013Peregrinação a Fátima – Lisboa a Fátima (Caminhos do Tejo);

2014Peregrinação a Fátima – Lisboa a Fátima (Caminhos do Tejo);

2015Peregrinação a Santiago – Viana do Castelo a Santiago ( variante Caminho Costa)

 

 

Peregrinos em Caminho

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Peregrinos em Caminho.

Nos meses de Abril e Maio em Portugal torna-se frequente observar gentes de muitos cantos e origens nas estradas, veredas e montes. Onde vai esta gente, o que as impulsiona e afición, misto de religiosidade, de tradição, fé, encanto e emoção, muitos se interrogam e alguns até mais vão.

Em Portugal um dos locais de eleição e culto é Fátima, mas outros pontos se destacam e alguns bem mais antigos se identificam como Santiago de Compostela.

As peregrinações encontram origens ancestrais na própria origem de Portugal, pois a base da nossa origem Portucale assenta pois na reconquista cristã aos Mouros. Sabe-se que vindos do Norte da Europa príncipes e soldados vieram colaborar na reconquista do território, e se revelou de particular importância a Lenda Jacobeia. O achado de uma tumba, de um sepulcro de Apóstolo Tiago Mayor, se revelava um direito e um valor, como uma digna e aceite alternativa a peregrinar a Jerusalém, sendo assim apelidada Santiago de Compostela a “Jerusalém celeste”.

Os locais de peregrinação no Mundo Ocidental se destacaram e encontraram origem na direção de pontos por onde Cristo passou e pregou, exemplo Jerusalém, onde se reconheciam os peregrinos que aportavam folhas de palmeira dos eleitos, dos mártires e dos heróis. Nas terras de Jerusalém, Dante esclarece que se denominavam aos peregrinos “Palmeiros”. Outros locais de peregrinação se destacaram, como arcas, sepulcros, restos e relicários de Santos, Apóstolos e Mártires, sendo Roma o local de mais eleição. Aos peregrinos se denominavam então “Romeiros”.

Na citação da Divina Comédia de Dante, peregrinos era mais aquele que ia Santiago, local de aparente deposição do mártir e Apóstolo Tiago em Arca Marmórea.

Mais tarde, outros pontos foram contatados e eleitos locais santos de peregrinação, sendo as aparições da Virgem um sinal de reconhecido e sobrevalor de devoção e adoração. Fátima se revela um desses locais a nível e escala Mundial como um dos pontos de peregrinação mais desejado e de procura dos fiéis cristãos.

A religiosidade peregrina dos tempos actuais se demonstra ser um fenómeno a constatar, pois a figura do crente e praticante corresponde, no parecer de certos autores como Danièle Hervieu-Léger, a um período já em transição e modificação. O crente e praticante de antigos tempos se manifestava na aceitação da centralidade do poder clerical e no valor acrescido da demarcação territorial e comunitária.

O culto, a fé e a religiosidade dos novos tempos se modificou a própria crise das Igrejas aventa a manutenção da religiosidade dos povos, com um rito, com crenças diferentes, com um Teo ou Deus aceite e temido, adorado e aceite como um valor nem contestado, mas delegado para um plano diferente da ida à Igreja local e ouvir sermão de padre, cura ou mestre de culto.

O peregrino dos nossos tempos se reconhece pois como um crente, como um religioso em movimento, com um percurso espiritual, não inerte ou adormecido, mas em trajetória, em procura, em solidariedade, em partilha e em comunhão. Peregrinos vão individualmente, em grupos, em famílias, em Associações e muito mais.

A manifestação religiosa da peregrinação assume um aspeto coletivo, embora possa ser executada individualmente, onde a racionalidade científica nem encontra eco. O impulso que o ser humano encontra no desejo até inato, nos obriga a uma celebração quase ritual e na generalidade das vezes coletiva. Em datas tais se observa gentes, e tantos somos, com primados e atributos que se destacam: pratica voluntária, autónoma, moldável, individual, móvel, por fim digo excecional ou extraordinária.

Ao abordar qualquer dos peregrinos em caminho nele se distingue e identifica um estado de espírito em que o ambiente, a paisagem, o esforço físico, o enquadramento psicológico ou mental dignifica e engrandece a alma.

Um dos aspetos que distingue do regular praticante do culto também é o controlo institucional que no desenrolar da peregrinação se quebra e se constituí como única.

Múltiplos são os trilhos, os espaços de peregrinação, embora haja por vezes a tentativa de controlo desses fluxos de gente e seu encaminhamento para locais mais eleitos que outros e Associações, Organizações marcam as estradas, veredas e campos com setas e flechas ou outra sinalética. No Caminho de Santiago se identifica a Vieira, a flecha ou seta amarela, símbolo quase universal do tal chamado El Camino de Santiago.

Nos caminhos de Fátima se destaca a flecha ou seta azul celeste, do manto da virgem.

Em qualquer dos casos o peregrino sempre emerge e sobressai de um eventual trilho ou caminho como uma figura típica do religioso em movimento, sem grande controlo ou condição de instituição ou entidade religiosa ou não.

Uma das maiores preocupações do contexto do fenómeno peregrinação em milhares de gentes que procuram a mesma meta é os perigos do mundo moderno.

Em tempos medievais se reuniam os peregrinos nos adros das Igrejas e iam em grupo ultrapassando obstáculos e desafios humanos e naturais.

Hoje os problemas de tráfego, de movimentos de gentes alerta quem que muito há de acontecer e todos os anos se observa acidentes com lesados e mortais peregrinos no Caminho.

Alguns companheiros se reúnem com um alegado apoio de carro e amigos, que providenciam suporte, porém nada ultrapassa o desejo de encontrar e ultrapassar o desafio de cada um.

Organizações magistrais se criam por aqui e por ali e em eventos se reúnem e partilham, preocupações, ralações e mais.. As entidades religiosas têm-se envolvido e tentado dar o que nem podem, mas na verdade a insistência do peregrino é insaciável e de uma forma única se identifica um olhar vago, um desbravar de viagem com sentido, com meta e orientação no objectivo de mais ver…

Como peregrino tenho destacado o trabalho de muitos companheiros e amigos em prestigiar, em abordar, auxiliar e querer partilhar e ajudar um misto de fraternidade que nos une.. Amigos e Irmãos do Caminho… Bom Caminho…

Caminhos..

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Caminhos..

A vida tem o que nem todos sabem e vêem.. Caminhos os há por aqui e por ali e desde meninos nem os vemos.. A um Anjo se lhe pede protecção a menino, mas sabemos que tão maus caminhos os há e houve.. A guerra, a injustiça, a falsidade, a fome, a tortura, a safadeza.. desperta tão maus trilhos de encontro e desencontro.. O que a vida nos dá, um afago de pai e mãe, um conforto e um beijo de avô e avó.. Um tio aventureiro que elucida de que cor é o céu e a terra.. A escola, os colegas, .. as saudades, as paixões, o crescer, o perder e o ganhar.. Quem nem se apaixonou e sofreu dessa mesma, quem se iludiu com um sonho de ir e conseguir.. O desfrutar, o gozar e embriagar, o festejar.. Quem nem adoeceu, nem nem sofreu ferida e corte, quem nem teve a febre e a calura de quem nos tratou e curou.. A fantasia e o sarcasmo, a reza, a magia, o odor, o descobrir e os sentidos apurados estimulados.. Fui príncipe, rei, mago  e soldado, astronauta, polícia, bombeiro e ladrão.. Fui sem abrigo, roto e descalço, esquecido, perdido.. Atravessei deserto, floresta, bosque, mar e lago.. Ultrapassei Evereste, serra e monte, Fui alpinista, escritor, poeta e cantor.. Tantos caminhos fiz e descansei, cansei e me tornei assim mais calado, agoiro e saudoso, de lágrimas e sorrisos, despertei atenção e fui acalentado com palmas e carinhos em dias de anos, em dias de festa… Perdi saudosos avós, pais e amigos.. Sofri e sei que fiz sofrer, acalentei e aliviei, fui ajudado e ajudei a ultrapassar entre a vida e a morte um momento em que nem matei, nem assassinei, mas amparei e sorri,.. rezei e até pedi, roguei aos Santos, à Virgem, a Jesus e a quem.. recebe esta alma e me ampara também…

Caminhos de glória, caminhos de felicidade e de infelicidade… Sofri bicada e beliscão, roseiras me deram agoiro e pedras agruras.. Caminho este de fim e sertão, de luz e mais do que glória… Caminhos de solidão de companhia e amizade…

O caminho que procurei nem sei se ainda o desbravei ou sei, mas reconheço, de felicidade teimo vencer as infelicidades, nado em águas doces e salgadas, de correntes, águas sãs e revoltas,de ondas e mais do que agruras.. Este desbravar de teimo e rogo, me faz por vezes praguejar, me faz perder o tino, mas em juízo próprio asseguro nos ensinamentos antigos experimentados pelos egrégios avós, de imensas leituras, estudo e pesquisa… Canto e oro, medito e espero, esperança encontro em recanto, partilho o que tenho e nem peço, tudo aceito e sempre, sempre adoro o sorriso de um dia a trás de outro.. Nas noites acalento o sonho, descanso e na insónia rebelde.. olho a beleza de minha esposa e me reconforto de ter por companheira tal amor, amizade e alma gémea.. Filhos e netos os tenho e temo nem transmitir a felicidade de os ver nascer, crescer e vencer..

Aos Santos, a São Francisco de Assis, meu Santo devoto, recebo inspiração e na cruz Tau, me ajoelho, acolho ensinamentos, em esforço e repouso, em choro e perdas, em conquistas e sortes o que a vida de caminhos me reserva e dote..

Saudades, muitas saudades tenho e quero ir de novo ao meu Caminho…

Viva o Caminho, Viva a Glória, Viva Maria, Viva Jesus e viva quem vier por bem e em paz do Senhor…

Peregrino de Maria..

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Peregrino de Maria
Quiz tanto viajar..
Um dia quiz tanto viajar..
iria de boa vontade,
queria e nem conseguia,
Confiava e ia..
A viagem nem sei o que seria
longa ou curta seria,
mas eu queria e ia..
Sei que por aqui passou,
foi por terra e por mar
e quem sabe também pelo ar..
De olhos bem abertos ou vendados,
confiava e queria.
ia e vinha..
Quantos Caminhos haveria e conseguia..
A viagem é esta e mais haveria,
a pé seria,
por trilhos agrestes e brandos..
Eu seguiria o grupo
e ia..
Quiz tanto viajar..
quiz-me dar e amar
fui e outra vez, mais fui,
assim me tornei eu,
Peregrino de Maria

Primavera eu te saúdo…

Hoje se inicia uma nova Primavera…

Ninguém pode ficar sem tecer elogios à Natureza hoje, princesa que se enfeita, criança que assume a sua adolescência pubere, de mulher, flores desabrocham nos campos, o mar da solidão dos campos se enfeita de mil cores… Sol brilha no espaço, aquece as nossas frontes e gentes procuram as farpelas de um novo ciclo… Primavera é e será sempre um renascer, um ressurgir do aparentemente morto, as árvores realçam rebentos mil nos seus troncos, no chão amarelos, vermelhos e lilazes.. Mil aromas, de flores, quiçá espiritos, almas apagadas no passado Inverno… Após um tempo sombrio e triste de chuva e frio veio o Sol, astro mudo que na noite substituido pela sua amada Lua, também nos diz..  É Primavera amigo..

Prepara-te, lava a cara e sente o cheiro do ano novo do despertar das sementes, dos rios, dos peixes, dos pássaros e outros animais que giram como que loucos em sinfonias de amor.. Primavera é amor do Mundo pelo ser, pelo estar e viver… Anuncia-se a Páscoa, mas a vida é um facto, renasce em velhos, menos novos e crianças..

Ao amante lhe digo oferece uma flor à tua amada, aos pais lhes transmito realçem a Primavera com um passeio na companhia dos vossos amados filhos pelo campo e mostrem o ouro dos malmequeres palha doirados em vias de anunciar a sua vinda.. As campainhas, as azedas dão ao verde dos trevos cores imensas de um pintor natural quiçá Deus que anuncia a vinda da Virgem Maria, mãe natural e para os crentes de Deus menino que se fez homem..

Registem nas fotos hoje a minha e a vossa Primavera, hoje é dia de festejar, de rir e talvez gritar.. Viva a Primavera.. primeiro dia do resto da tua vida.. Canta e Cantarei, canções de Abril, memórias de meninas de olhos tristes que devem sorrir com um beijo de afecto… Lembrem hoje, devemos felicitar as mulheres, as meninas, brindar até e, perdoar talvez as zangas já esquecidas por mim e por todos que amam..

Em casa tenho duas mulheres e a elas hoje homenageio e brindo com um cálice de um Vinho do Porto Velho e, relembro, sou eu que vos felicito e saudo, pois são vocês as princesas da minha vida e hoje é um dia festivo… À minha esposa devo os filhos maravilhosos que tenho e a minha filha o prazer de ainda reconhecer na sua face imagens de menina minha única e amada filha..

Primavera é amor, é poesia, é cantar, é rir, é felicitar, é agradecer e até orar num recanto mais nobre da nossa fé..

Tenho pêna que tantos e tão bons nem se lembrem das coisas simples da vida como a Primavera, sinais talvez que já esqueceram que eram menin(o) as, desabrocharam, mas nem viram que mesmo o idoso fica feliz se lhe damos uma simples flor silvestre colhida no momento.. Registem na vossa memória que a Primavera deve anunciar um acreditar que é possivel Amar.. Eu amo, a vida, as gentes, as plantas e animais e até o Céu, seja dia ou noite.. da graça de Deus… Viva a Primavera

A Cidade onde nasci..

Nasci numa cidade, capital de um reino que me habituei a chamar Portugal de aquém e além Mar… Metrópole com origens Fenícias, virada para o Mar e para o rio Tejo, onde se torna dificil identificar as tais sete colinas muito proclamadas como ex-libris..

Lisboa  é a cidade onde nasci, vim do ventre de minha mãe, não pretendi roubar nada, nem fazer mal a ninguém,apenas vim por parto normal em casa dos meus pais, pesado numa balança de cozinha comum, por uma senhora que acabou por fazer o fato de noiva de minha mulher… Fui baptizado na Igreja do bairro pelo sacerdote que me casou e baptizou o meu 1º filho..

Adoro a cidade onde nasci, pela sua grandeza, pelo seu Sol, pelas suas ruas, pelos seus monumentos, enfim pelas suas gentes que se dizem “alfacinhas”..

Diz o fado que Lisboa tem cheiros de flores e de Mar e efectivamente são duas das coisas que mais gosto..  Das flores destaco as rosas e do eterno mar, o início e fim da humanidade corresponde também ao espírito de aventura e de viagem que caracteriza o povo português..

Nas origens de Lisboa encontram-se traços do Mundo, ibéricos, romanos, celtas, africanos e mouros… Sangue de todo o mundo corre concerteza nas minhas veias e representa também o amor que tenho pelas gentes, pelas pessoas que reconheço como irmãos..

A Lisboa da minha infância não é a Lisboa de hoje, cresceu, multicoloriu-se de povos, etnias, mas manteve sempre o gosto pelos rio, pela foz larga que mais parece um oceano mesmo antes de enfrentar a barra…

Mas. Lisboa também tem mágoas, barcos que partiram e lembro assistir ao primeiro navio com militares para a guerra em África numa coisa que chamavam “colónias”.. Assisti a sofrimentos de mulheres, mães, pais e filhos a ver seus homens partir e sem saber se iam voltar e como iam voltar…

Anos mais tarde recordei essas gentes na poesia “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal…” mensagem permanente e eterna na memória de um povo que se habituou a sorrir perante a desgraça e que se chama lusitano…

Como gosto de Lisboa, dos pasteis de Belém, da ginjinha do Rossio, do bife da Portugália, do Castelo de S.Jorge, e da Sé… Claro que do convento do Carmo, do Chiado, do passear pelo Nicola e imaginar o Bocage a declamar sonetos, aos velhotes que se mantêm em  presentismo contemplativo da praça D Pedro IV (um pormenor ser uma estátua de um imperador mexicano,  rejeitado após a sua elaboração e improvisado como D Pedro), vulgar Rossio..

E o animatografo escondido numa das ruas junto do Rossio, claro não posso esquecer a Praça da Figueira com uma estátua disforme e pouco clara.. Um café onde se come um bolinho e se bebe café, bica que caracteriza o humor português… A pastelaria Suiça com a sua torradinha e o chá das cinco e que se tem vindo a descaracterizar..

Em Lisboa entrei na escola primária e fiz o exame da 4ª classe, com o professor no final a tocar um tambor e a proclamar a “a Bem da Nação.. e de Salazar..”  patrono do ideal que não o meu…

Seguiu-se o Liceu Nacional de Gil Vicente, na rua da Verónica à Graça, próximo do Castelo de S. Jorge que aprendi a reconhecer com imensos recantos que ligam a mouraria depósito de antigos mouros do tempo de D. Afonso Henriques.. E a Feira da Ladra, com as tendinhas e o homem da banha da cobra, verdadeiro mercado medieval e romântico.. Assisti ao apregoar da camisa, da calça barata ou mesmo do par de meias.. Comprei lá a primeira mochila, um saco alpino e o primeiro cantil… Assisti às obras de Santa Engrácia, e à abertura do panteão, subindo vezes sem conta ao zimbória onde se avista a imensidão do Tejo e de Lisboa… Também presenciei a transladação dos restos de D. Pedro, imperador do Brasil saídos da Igreja de S. Vicente de Fora e pomposamente transferidos para outro país que me diziam ser irmão… Brasil..

Na Graça, conheci as igrejas e capelas, aprofundei os sacramentos da comunhão e crisma nesses monumentos que aprendi a respeitar e preservar… a arte sacra..

Na Graça um miradouro vê-se Lisboa urbana, casario pouco regular, com gentes que gritam, que choram e cantam fado e não só. marchas populares.. Nas festas do Santos destaque para Santo António de Lisboa, cuja Igreja aprendi a visitar e o seu museu junto da magestosa Sé.. Na Sé identifiquei os maleficios do terramoto de 1755 que desviou algo nas colunas..

A Baixa, onde a minha mãe comprava os bons casacos de inverno e onde se passeava no elevador de Santa Justa… Com meu saudoso Tio ia ao circo no Coliseu e ao Cinema, Eden, Tivoli, S. Jorge e não esquecer o Monumental…  Em Lisboa aprendi a gostar de cinema, assisti a filmes inesqueciveis, peliculas de aventura e de imaginação que me encantam ainda…

Lisboa é será sempre a cidade do mundo, a mais bela, a da Ponte sobre o Tejo que inicialmente se chamou Salazar e depois mudou de nome para 25 de Abril.. O Cristo Rei da outra banda que protege os crentes na sua fé de contratempos, mas não evita as portagens que começaram com o preço de uma nota verdinha de 20 escudos com a imagem do Santo patrono de Lisboa .. Santo António..

Em Lisboa fui de cacilheiro com os amigos e até namorar, passeio que sempre recomendo a quem vem à cidade que chamo minha… Muito havia e há para dizer, mas a conversa sobre Lisboa é um mundo de prazeres de histórias, onde se fez a monarquia, a republica e até a revolução que me me apresentou um mundo novo de aparentes esperanças que estimulo e recomendo a todos não esqueçam Lisboa, velha cidade com traços antigos e modernos, capital ainda, porém destaque é a minha cidade natal… Lisboa…

As Vénus da Pré-História

O termo “Venus” sempre foi interpretada como uma imagem mitológica, identificando algo feminino e belo num contexto de sociedade moderna, algo de imaginável de grandioso de estilizado na beleza e da mulher… Venus é o nome do segundo planeta do sistema solar, identificado desde os tempos antigos como uma das “estrelas” mais brilhantes do céu, a mais brilhante depois da Lua, observada sempre no início (estrela da manhã, Estrela Alba) e fim do dia (Vésper),  conhecida como a estrela do pastor, muito parecido com o planeta Terra.

O planeta Vénus apresenta-se sempre no céu como objecto brilhante e cativante desde a pré-historia, os Babilónios denominaram-na na sua escrita cuneiforme de planeta de Ishtar, a personificação da feminilidade e deusa do amor. Dos Gregos, aos Romanos, dos Egipcios aos Persas, dos Maias aos Chineses, aos  Aborígines australianas, a todos sem excepção impressionou, a todos disponibilizou para a relacionar com a relação entre o homem e a mulher… Na India, no Japão, na Coreia, foi a estrela metal relacionada com o prazer, reprodução, riqueza…

O símbolo astronómico de Vénus é reconhecido universalmente em biologia para o sexo feminino: um círculo com uma pequena cruz em baixo.  Assim Vénus é efectivamente uma marca ou símbolo do feminino.

A mitologia valoriza a Vénus como uma imagem de uma Deusa, como uma Virgem que veio do mar, como uma Estrela luminosa da manhã, Deusa radiante da beleza feminina, amante do prazer virginal da sensualidade, dotada de uma beleza, de uma sensualidade e sexualidade oculta, eternamente mulher.

Afrodite,  uma das divindades gregas do Olimpo, identificada pelos romanos como Venus, deusa da beleza e do amor, não só no aspecto sexual ou mesmo obsceno, corresponde a afeição social… O mito do nascimento desta divindade cantado nas odes de Homero, conta que surgiu dentro de uma concha de madrepérola, gerada pela espuma do mar (Aphros, em grego)seria a filha do Céu e da Terra.. ou do filha do Mar, fecundada sem pecado original, formando-a por Saturno da espuma das águas.. Outros criam a imagem de concepção entre deuses, Jupiter e da ninfa Dione, sua concubina.

As historias mitologicas são ricas em guerras, subidas aos céus e ao Olimpo, Vénus presidia festas de prazer e divertimento, representada geralmente com Cupido, seu filho, num coche puxado por pombos ou por cisnes. Aspectos de lascivia, obscenidade e sexualidade foram apresentadas na perspectiva do imaginário e as doenças venéreas são preconizadas pela libertinagem e múltiplos parceiros sexuais da Beleza brilhante e ofuscante da Vénus.

A deusa mitológica Vénus possui muitas formas de representação artística, desde a clássica (greco-romana), pelas visões renancestistas,e modernas, compreende imagens anatómicas divinais e até na literatura.  Camões nos Lusíadas, apresenta-a como aliada dos heróis portugueses e na estátua, “Vénus de Milo“, de cerca de dois metros de altura, foi esculpida em mármore da ilha grega de Paros. O nome do artista e a data da escultura continua controverso,as autoridades do Louvre afirmaram reconhecer uma obra clássica (séculos V ou IV a.C.), talvez executada por um escultor, Alexandros de Antíoquia, de Meandro. As mesmas autoridades do museu acabaram por concordar que é uma obra helenística  e continua exibida como de artista anônimo.

Na pintura o “Nascimento de Venus” pintura de Sandro Botticelli  realizado por volta de 1483, representa a deusa emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.  O quadro apresenta a deusa  emergindo das águas numa concha (simbolo de uma concepção pura), sendo empurrada para a margem pelos Ventos D’oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores. A deusa nua não simbolizaria a paixão terrena, carnal, mas sim a paixão espiritual.

 

No final do século XIX começaram a ser identificadas em grutas e depósitos arqueológicos, figuras femininas do período paleolítico superior, numerosos artefactos no continente Euroasiático, extendendo-se de França à Sibéria e algumas foram datadas de 25000 anos a.c.. Estas figuras femininas eram pequenas esculturas em pedra, osso, marfim e outros materiais, aparentes mulheres nuas com as características sexuais bem pronunciadas e com aspectos dos membros e face pouco pormenorizados.  Foram apelidadas de figuras de Vénus e correspondem a representações humanas do período da ultima glaciação.

Conto do Sol e da Lua..

Houve um escritor português, deixando à vossa pesquisa a sua identificação, que me contou uma história mágica…

Lua foi prometida em casamento por seu pai ao Sol, grandioso o Sol prometia fazer feliz a princesa da noite, iluminá-la, fazê-la brilhar, acalentar o amor e torná-la feliz…

Porém, coisas do destino, a Lua tinha um apaixonado, não tão bonito e forte como o Sol, mas muito sentimental, de temperamento lábil, inundava tudo e todos com a sua grandiosidade, cores imensas reunia, vida reunia no seu intimo, frio e gélido, mas também tépido e quente onde apetecia estar em contacto.. Sim efectivamente era o Mar imenso com alegrias e tristezas, mas simplesmente mar…

O pai da Lua não prescindiu da sua promessa de casamento, o que levou a Lua a fugir… e esconder-se na noite e só aparecer completamente em certas noites, compartilhando o seu eterno amor pelo Mar..

O Sol, esse procurava todos os dias com o seu brilho, a sua amada a Lua, por vezes desespera e esconde-se nas nuvens, entrevisulizando lá ao longe e por breves instantes a sua querida nunca a conseguindo alcançar.. No Verão até transparece o esforço exaltado da sua procura e no Inverno, mostra-se algo triste.. No Verão procura de este a oeste a Lua, bem de alto, mas no Inverno desce e no mesmo ritmo de este a oeste lá vai pesquisando em todos os pontos, nuns dias com mais horas noutros com menos..

O Mar,  esse não ficou contente também, pois a Lua tem de fugir sempre do Sol, e então mal humorado ou de temperamento lábil, exalta-se quando vê por perto a sua amada… Nas mares vivas, todos reconhecem que efectivamente o humor do Mar, dia e noite está bravo… Mas, os homens cá estamos e equilibramos as coisas, dando valor e ânimo ao Sol, à Lua e ao Mar.. Numa mulher, simbolo da fertilidade, até a gravidez se mede em Luas, e os homens esses ficam apaixonados com algum brilho da Lua, mas é no seu esconder nas noite de Lua Nova que se perspectivam as estrelas ..

A Lua tem aliados que a judam a saber do Sol, quando este vem ou se vai ausentar.. São as estrelas da noite e Vénus nas primeiras horas do dia ou da noite avisa a Lua que pode saír…

Este conto baseia-se numa história linda de um escritor português que convido todos a saber…

Alguma História do Caminho de Santiago

A história do Caminho de Santiago foi me contada de muitas formas e, qual a mais fantasmagórica, com detalhes da morte do discípulo de Cristo, Tiago Maior decapitado e tendo o privilégio de ser o primeiro apóstolo a dar o sangue pela fidelidade ao Salvador.

Diz a lenda que o corpo de Tiago foi transportado por dois discípulos, Atanásio e Teodoro, numa pequena barca que miraculosamente da Palestina, ou melhor de Cesareia, local de sua morte, veio até às terras da Galiza. Continua a lenda que a barca chegou a Iria Flávia, onde foi amarrada a uma coluna de pedra que aparentemente ainda existe e pode ser visitada, pelo peregrino por detrás do altar da Igreja de Santiago na cidade de Padrón.

Mas a história persiste, com uma altercação com uma rainha Lupa que disponibilizou dois toiros selvagens para o transporte do corpo. Os dois discípulos, na sua boa fé enfrentaram um dragão, que derrotaram com o sinal da cruz e amansaram os toiros. A rainha Lupa converteu-se e concedeu-lhes local para o sepultar do apóstolo mártir. O monumento funerário caiu no esquecimento durante séculos e apenas no ano 813 ou 814 um eremita Pelayo tem uma visão de uma luz no bosque de Libredón acompanhada de cânticos celestiais.

Pelayo alertou as autoridades eclesiásticas e o próprio Rei D. Afonso II, rei das Astúrias, se desloca ao local, onde foi descoberto túmulo de três campas que deduzem ser de S. Tiago e dos dois discípulos Teodoro e Atanásio.

O local, desde cedo se tornou meta de peregrinação e, a influência protectora do Santo tornou-se mais convincente no ano de 842, ao milagrosamente dar suporte às forças cristãs contra os muçulmanos na batalha de Clavijo, aparecendo como um ícone de Santiago Matamoros (mata mouros).

Carlos Magno apaixonou-se pelo local de peregrinação e deu significado à visão do caminho das estrelas no céu, dando ênfase ao simbolismo da Via Láctea, como trajecto a percorrer e a libertar do domínio sarraceno até às relíquias do Santo.

Compostela vem da etimologia latina Campus Stellae, com aparente origem no sonho de Carlos Magno, Campo das Estrelas, ou caminho da luz.

Nos séculos XI, XII e XIII o fluxo migratório a Santiago foi imenso e identificam-se três centros mundiais de peregrinação cristã: Jerusalém, Roma e Compostela.

A terminologia Jacob e Jacobina deriva da origem hebraica do nome Tiago que sofreu a tradução para o latim Jacobus ou Iacobus, visto o som do J ou do I ser o mesmo. A expressão Sanct´Iacobus ou Santo Iago deu origem à palavra Santiago.

Torna-se interessante, observar o mesmo termo Tiago traduzido em inglês para James e em francês para Jacques e mesmo os Jacobinos protagonistas da revolução francesa receberem este nome pelas suas reuniões num velho mosteiro Dominicano situado na Rua Saint Jacques em Paris.

Mais recentemente, o Papa João Paulo II foi o primeiro Papa a peregrinar a Santiago em 1982, em 1985 a Unesco declara o Caminho como “Património da Humanidade” e pouco depois recebeu o título “Primeiro itinerário cultural Europeu”.

Alguma História do Caminho de Santiago

Alguma História do Caminho de Santiago

A história do Caminho de Santiago foi-me contada de muitas formas e, qual a mais fantasmagórica, com detalhes da morte do discípulo de Cristo, Tiago Maior decapitado e tendo o privilégio de ser o primeiro apóstolo a dar o sangue pela fidelidade ao Salvador.

Diz a lenda que o corpo de Tiago foi transportado por dois discípulos, Atanásio e Teodoro, numa pequena barca que miraculosamente da Palestina, ou melhor de Cesareia, local de sua morte, veio até às terras da Galiza. Continua a lenda que a barca chegou a Iria Flávia, onde foi amarrada a uma coluna de pedra que aparentemente ainda existe e pode ser visitada, pelo peregrino por detrás do altar da Igreja de Santiago na cidade de Padrón.

Mas a história persiste, com uma altercação com uma rainha Lupa que disponibilizou dois toiros selvagens para o transporte do corpo. Os dois discípulos, na sua boa fé enfrentaram um dragão, que derrotaram com o sinal da cruz e amansaram os toiros. A rainha Lupa converteu-se e concedeu-lhes local para o sepultar do apóstolo mártir. O monumento funerário caiu no esquecimento durante séculos e apenas no ano 813 ou 814 um eremita Pelayo tem uma visão de uma luz no bosque de Libredón acompanhada de cânticos celestiais.

Pelayo alertou as autoridades eclesiásticas e o próprio Rei D. Afonso II, rei das Astúrias, se desloca ao local, onde foi descoberto túmulo de três campas que deduzem ser de S. Tiago e dos dois discípulos Teodoro e Atanásio.

O local, desde cedo se tornou meta de peregrinação e, a influência protectora do Santo tornou-se mais convincente no ano de 842, ao milagrosamente dar suporte às forças cristãs contra os muçulmanos na batalha de Clavijo, aparecendo como um ícone de Santiago Matamoros (mata mouros).

Carlos Magno apaixonou-se pelo local de peregrinação e deu significado à visão do caminho das estrelas no céu, dando ênfase ao simbolismo da Via Láctea, como trajecto a percorrer e a libertar do domínio sarraceno até às relíquias do Santo. 

Compostela vem da etimologia latina Campus Stellae, com aparente origem no sonho de Carlos Magno, Campo das Estrelas, ou caminho da luz.

Nos séculos XI, XII e XIII o fluxo migratório a Santiago foi imenso e identificam-se três centros mundiais de peregrinação cristã: Jerusalém, Roma e Compostela.

A terminologia Jacob e Jacobina deriva da origem hebraica do nome Tiago que sofreu a tradução para o latim Jacobus ou Iacobus, visto o som do J ou do I ser o mesmo. A expressão Sanct´Iacobus ou Santo Iago deu origem à palavra Santiago.

Torna-se interessante, observar o mesmo termo Tiago traduzido em inglês para James e em francês para Jacques e mesmo os Jacobinos protagonistas da revolução francesa receberem este nome pelas suas reuniões num velho mosteiro Dominicano situado na Rua Saint Jacques em Paris.

Mais recentemente, o Papa João Paulo II foi o primeiro Papa a peregrinar a Santiago em 1982, em 1985 a Unesco declara o Caminho como “Património da Humanidade” e pouco depois recebeu o título “Primeiro itinerário cultural Europeu”.